Na noite do dia 28 de maio, cerca de 30 pessoas participaram de mais uma edição do Café com Direitos Humanos, realizada no Centro de Juventude – Cajueiro. Com o tema “Política e Segurança: Quem tem medo que o medo acabe?”, o encontro reuniu representantes de movimentos sociais, organizações da sociedade civil, universidades e coletivos para refletir sobre os desafios da segurança pública e seus impactos na vida das diferentes populações.
A discussão teve como ponto de partida o texto Murar o Medo, do escritor moçambicano Mia Couto. Após a leitura e reflexão inicial, as pessoas participantes se dividiram em grupos menores para aprofundar o debate sobre a estrutura da segurança pública na nossa sociedade e os desafios para a construção de uma cultura de paz e garantia de direitos.

As rodas de conversa possibilitaram reflexões sobre como a experiência de segurança ou insegurança é vivida de formas distintas por diferentes grupos sociais. Questões como racismo, LGBTfobia, desigualdade social e violência institucional estiveram presentes nas discussões, levando os participantes a refletirem sobre o que significa sentir-se seguro para uma pessoa negra, uma pessoa LGBTQIAPN+ ou alguém que vive em contextos marcados pela exclusão social.
Estiveram presentes representantes do Grupo de Mulheres Negras Malunga, IBRACE, Núcleo de Direitos Humanos da UFG (NDH/UFG), Casa Arapô, CPT Goiás, Núcleo de Direitos Humanos da UEG (NUDHEM), Associação Bem Viver e Programa de Direitos Humanos da PUC Goiás.

Ao final do encontro, cada participante foi convidado a registrar compromissos para a construção de uma sociedade mais segura, acolhedora e menos marcada pelo medo. Entre as palavras e compromissos compartilhados destacaram-se: afeto, confiança, solidariedade, sensibilidade, acolhimento, denúncia, aquilombamento, igualdade social, reforma das instituições, coletividade e a ampliação de espaços de diálogo por meio de rodas de conversa.
O roteiro utilizado durante a atividade já está disponível gratuitamente no site do Cajueiro e pode ser replicado em escolas, universidades, coletivos, movimentos sociais e outros espaços comunitários, contribuindo para estimular reflexões críticas e fortalecer o debate público sobre segurança, direitos humanos e participação cidadã.
Texto e Fotos: João Carvalho