“Faz da tua casa uma festa”, disse Neneca Parreira. “Ouve música, canta, dança, compõe, toca um instrumento”… Foi nesse espírito que o Cajueiro celebrou a noite de 4 de julho com mais uma edição do tradicional Arraiá do Cajueiro, realizado na Praça da Muvuca. A festa reuniu cerca de 200 pessoas, entre associados e associadas do Cajueiro, a vizinhança, educadores e educadoras, estudantes do TrilhaUni com seus amigos e familiares, além de diversas pessoas da sociedade civil.
O Arraiá do Cajueiro é uma tradição que marca o encerramento do primeiro semestre de atividades. Para nós, é muito mais do que uma festa, é um momento de partilhar o bem-viver, fortalecer os laços comunitários, celebrar os encontros e renovar as esperanças por meio da cultura popular, da música, da dança, das comidas típicas e do afeto.
Neste ano, a programação contou com a participação dos jovens do Circo Laheto (@circolahetooficial), que encantaram o público com uma bela quadrilha em pernas de pau. Em seguida, foi a vez dos estudantes do TrilhaUni apresentarem uma animada quadrilha, preparada especialmente para a ocasião. A trilha sonora da noite ficou por conta do DJ Daniel Barbosa (@djdeklame), enquanto a Feira da Muvuca garantiu uma variedade de comidas típicas para celebrar a festa.

A noite também foi marcada por importantes momentos de mobilização social. Janira Sodré e Arilene Martins, representando o Instituto Pretas (@institutopretas), realizaram uma fala de lançamento do Julho das Pretas, iniciativa que reúne uma série de atividades ao longo do mês para celebrar o legado, a resistência e as contribuições das mulheres negras. Na sequência, o Projeto Sementes de Proteção lançou oficialmente o Núcleo de Juventudes Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, fortalecendo o compromisso das juventudes com a promoção e a defesa dos direitos humanos.

O Cajueiro agradece, com alegria, a cada pessoa que esteve presente e a todas aquelas que seguem caminhando conosco, fortalecendo essa construção coletiva e fazendo ecoar nossa luta por justiça, dignidade e bem-viver. Que possamos continuar nos encontrando, celebrando e resistindo, aqui perto e também para além das curvas dos rios e da mata, através da memória, do digital ou simplesmente pelo amor.
Até o próximo Arraiá!
Texto: João Carvalho | Fotos: João Carvalho e Giovanna Barcelos