Retrospectiva: Na Trilha da Cultura e das Artes se desenvolve no Cajueiro em parceria com o projeto Capoeira Leva Eu

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Em 2025 o projeto Na Trilha da Cultura e das Artes, em parceria com o Projeto Capoeira Leva Eu realizou várias atividades artísticas e culturais, tanto de treinos de movimentação de capoeira, treinos coletivos de saltos e acrobacias, produção de instrumentos musicais com materiais recicláveis, saraus envolvendo várias modalidade de artes e, vivências de frevos e maculelê. Este projeto contou com o apoio de uma emenda parlamentar do Deputado Estadual Mauro Rubem, e foi administrada pela Secretaria de Estado de Relações Institucionais de Goiás (SERINT).

Ao longo do ano, foram 40 atividades que registram 1.115 atendimentos no Centro de Juventude em Goiânia e em Senador Canedo, fortalecendo o acesso à cultura e à educação não formal em territórios populares.

Formação em Capoeira e Movimento

As atividades ocorreram semanalmente às quintas-feiras, sábados e domingos, estruturadas em uma proposta pedagógica que integrou fundamentos da capoeira e movimentos avançados. Foram trabalhados elementos como ginga, aú, esquivas, negativas, rolês, floreios, técnicas de acrobacia, variações de golpes, ataque e contra-ataque.

Além das aulas regulares, os treinos coletivos de saltos e acrobacias reuniram participantes de Senador Canedo, Goiânia e Aparecida de Goiânia, promovendo trocas de saberes e práticas seguras de movimentos como macaco, rodando e estrela sem as mãos.

Cultura Afro-Brasileira em Movimento

O projeto também realizou vivências de maculelê e frevo, fortalecendo a identidade cultural e a expressão corporal. No maculelê, foram trabalhados coordenação, ritmo e cooperação em grupo, com prática do toque do Congo de Ouro. Já no frevo, os participantes aprenderam passos tradicionais como saci, engana povo, tesoura, ponta e calcanhar.

As oficinas de percussão ampliaram a compreensão da musicalidade na capoeira, abordando ritmos como Côco, Samba, Baião e Ijexá no pandeiro, além de Congo de Ouro e Ijexá invertido no atabaque. Também foram desenvolvidas noções de tempo, contratempo e variações rítmicas.

Sustentabilidade e Produção Artesanal

Outro destaque foi a oficina de confecção de caxixi com materiais recicláveis, como fibra sintética e fita PP. A atividade estimulou criatividade, consciência ambiental e o sentimento de pertencimento, ao permitir que cada participante produzisse seu próprio instrumento musical.

Protagonismo Feminino e Inclusão

A participação significativa de meninas nas aulas, oficinas e vivências reafirmou o compromisso com a equidade de gênero. O projeto buscou garantir um ambiente seguro e respeitoso, fortalecendo o protagonismo feminino nas práticas culturais afro-brasileiras e ampliando o sentimento de pertencimento das participantes.

Festival Cultural e Integração Comunitária

Em outubro, os integrantes participaram do Festival Cultural Capoeira Leva Eu, vivenciando intercâmbio com mestras e mestres da região metropolitana de Goiânia. O evento contou com rodas de capoeira, apresentações culturais e momentos formativos que ampliaram repertórios e fortaleceram vínculos.

Também foram realizados saraus culturais nos meses de fevereiro, agosto e dezembro, todos com público superior a 40 pessoas, consolidando o projeto como espaço de encontro, expressão artística e fortalecimento comunitário.

Arte como Transformação Social

Mais do que promover atividades culturais, o projeto contribuiu para o fortalecimento da identidade do povo negro, a formação de lideranças juvenis e a ampliação dos vínculos comunitários. A integração entre capoeira, dança, musicalidade e produção artesanal demonstra que a arte é um instrumento concreto de inclusão, cidadania e transformação social.

O investimento público reafirma a importância de políticas voltadas à cultura, juventudes e educação não formal, consolidando o Cajueiro como espaço de formação, resistência e construção coletiva. Acompanhe valores e atividades em cajueiro.org.br/transparencia

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