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Curso de Metodologia de Rodas de Conversas avaliação do caminho feito de abril a julho de 2021

imagem de divulgação

O Curso Metodologia de Rodas de Conversas foi pensado e preparado – entre textos e vídeos – durante os anos de 2020 e 2021 pelos educadores Carmem Lucia Teixeira, Katiuska Serafim, Miriam Fábia, Vanildes Gonçalves, Flavio Sofiati, Luis Duarte, Aurisberg Matutino, Michelly Gonçalves e Thalita Vasconcelos. Contamos com a revisão e sugestões de Patrícia dos Santos e Luís Duarte. Aurisberg e Lannder fizeram a proposta de diagramação e divulgação e Carlos editou as vídeo aulas. Contamos com as seguintes pessoas como facilitadoras: da Pastoral da Juventude (Robson/SP, Teresinha/AC), do IJA/PA (Josias), do IPJ Leste II (Mauro/MG),  das MJC (Marly Quermes/DF), do IFJ-MA (Giuliane, Ingrid e Raymison), do Cajueiro ( Telma/SP, Denise/BA, Carmem/GO). E na administração tivemos a colaboração de Janaína Santos e Márcia Mascarenhas.

Este curso teve mais de 300 inscrições, muitas pessoas desistiram por causa do trabalho, estudo, doenças na família ou motivos pessoais, isso porque o curso aconteceu durante a pandemia da Covid19. Cerca de 90 pessoas percorreram o caminho de formação com várias dificuldades que registraram na avaliação do curso tais como: estudo, trabalho, internet, aparelhos com defeitos (celular, computador), plataforma do curso confusa, dificuldades de acompanhamento dos facilitadores, seja em responder as dúvidas ou realizar encontros virtuais, demora no atendimento, pouca comunicação com a turma ou em relação ao atendimento das necessidades pessoais de cada participante. Também foi apontada a questão do tempo em relação ao trabalho em casa – por causa das novidades – pouca perseverança no curso e nas atividades por parte dos participantes, com poucos comentários, dificuldade com o diário de bordo. Salientaram, ainda, que a aplicação da roda poderia ter algum exemplo para facilitar, pois houve dificuldades na aplicação da roda na pandemia, na elaboração do projeto e nos temas das rodas a partir da realidade local.

No final do Curso tivemos a presença de 20 Estados e do Distrito Federal. Em relação às atividades desenvolvidas (trabalho/ocupação) pelos(as) participantes que realizaram o curso até o final, foram apresentadas 39 atividades diferentes contemplando a educação formal e a informal. Com relação às atividades, os participantes citaram: escola pública e algumas escolas confessionais; acompanhamento às políticas de assistência e de proteção; grupos de cuidado com mulheres; pastorais das mais variadas, com destaque para Pastoral da Juventude e da criança; pessoas de congregações diferentes, jovens franciscanos, algumas pessoas de dioceses e prefeituras. Isso significa que o curso chegou a várias pessoas de lugares diferentes do Brasil e, também, a profissionais de diversas áreas, a pessoas jovens e adultas que tiveram oportunidade de trabalhar a metodologia a partir dos princípios freirianos dos círculos de cultura, um jeito de celebrar os 100 anos de Paulo Freire.

Os/as participantes apontaram que poderiam ter sido mais exploradas as metodologias referentes à sistematização, ao tema do Bem Viver, à elaboração dos projetos e ter ocorrido mais encontros via internet. Também destacam os conteúdos que foram importantes no curso: material didático, a ética do amor (bell hooks), a experiência da roda de conversa, os conceitos e teorias de Paulo Freire, como o círculo de cultura entre outros, o planejamento – tanto do projeto de intervenção como das rodas de conversas -, o tema da ancestralidade, da metodologia das rodas, do bem viver, o conteúdo sobre os sujeitos históricos, o registro e a metodologia.

Já sobre os conteúdos, os participantes indicaram alguns que poderiam ter sido mais explorados: realização presencial do curso para entender melhor a aplicação das rodas, indicar temas na aplicação das rodas, trabalhar mais o tema da sistematização indicando como fazer, os passos da roda serem vivenciados antes da aplicação, o tema da violência doméstica. Como conteúdos desnecessários, citaram a metodologia das rodas e o diário de bordo.

No geral, as pessoas indicaram que o objetivo, o conteúdo, a metodologia e o acompanhamento alcançaram os objetivos, cerca de 80% a 90% apontaram nota máxima para estes temas. Quando perguntados se indicariam o curso para outras pessoas, uma pessoa indicou que não, e o restante indicou que sim e apontou as seguintes razões: uma ferramenta para a ampliação da consciência e do compromisso, trata de temas da realidade e colabora para a realização da escuta, em rodas de conversas como ferramenta para ouvir as juventudes, além de aprofundar conceitos vitais para a prática de intervenção e transformação da realidade, instiga a mudança, abrem caminhos novos, colabora com a formação de pessoas para o trabalho com as juventudes, desmistifica, fundamenta, oferece critérios e habilita para a realização das rodas como metodologias significativas no trabalho social, além de oferecer excelentes materiais didáticos para o trabalho, por isso qualifica.

Alguns temas como a família, o trabalho com as vítimas de violência doméstica e abusos sexuais, o cuidado na escuta e no sigilo, participação política na comunidade, o tema das mulheres como empoderamento a questão do patriarcado, de gênero foram temas sugeridos para a formação a ser oferecida pelos cursos. Houve sugestões de trabalhar os temas relacionados a comunidade LGBTQIA+ e a questão da migração,violência de gênero, masculinidades, comunicação não violenta, projeto de vida,  saúde mental e emocional, as redes sociais, a pandemia, literatura, meio ambiente e juventude, gravidez na adolescência, rede de proteção, segurança alimentar, práticas restaurativas, sexualidade, diálogo interreligioso, proteção à vida, entre outros.

Essa experiência foi possível porque tivemos à disposição de várias pessoas que colaboram como facilitadoras do processo de formação, elaboração dos conteúdos, gravação das vídeos aulas e das pessoas que participaram do curso. A Rede Caminho de Esperança é um esforço de vários grupos em realizar a formação e, também, de acompanhar estes processos e com algumas entidades que têm oferecido o apoio na sustentabilidade como o Observatório Juventudes na Contemporaneidade, Adveniat/Alemanha, DKA/Áustria, Missionárias de Jesus Crucificado e da Congregação de Nossa Senhora Cônegas de Santo Agostinho. Assim como a equipe do Anderson Deizepe que acompanha e atualiza sempre a plataforma na medida que vamos solicitando as alterações.

Por isso, em nossa conversa como coordenação do Cajueiro sobre a proposta do curso, ficamos primeiro muito agradecidos/as porque tivemos esta oportunidade de tecer juntos esta rede de pessoas e grupos em vista da formação de qualidade, tendo a vida da juventude como foco, para tecer a proteção necessária para uma vida segura.

Queremos registrar nossa gratidão a todas as pessoas que colaboraram e homenagear a Janaina Firmino dos Santos que, com sua gestão ousada, possibilitou este caminho, além de acompanhar todo o processo. Janaína fez sua Páscoa em 13 de agosto de 2021, vítima da Covid19.

Carmem Lucia Teixeira,  setembro/2021.

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